as moças a caminho da reza.
No entardecer,
Elas também não se sabem amadas
pelo menino de olhos baixos, mas atentos.
Olho uma, olho outra, sinto
o sinal silencioso de alguma coisa
que não sei definir - mas tarde saberei.
Não por hermínia apenas, ou marieta
ou Dulce ou Nazaré ou Cármen.
Todas me ferem - doce,
passam sem reparar. o Lusco-fusco
já decompõe os vultos, eu mesmo
sou uma sombra na janela do sobrado.
Que fazer deste sentimento
que nem posso chamar de sentimento?
Estou me preparando para sofrer
assim como os rapazes estudam para médico
ou advogado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário